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No vôlei, mulheres ditam tom na quadra e na praia

 


Volei feminino plateia apos vitória contra a Russia

Sem nenhum set perdido nas quatro partidas da primeira fase dos Jogos Rio 2016, a seleção brasileira feminina de vôlei de quadra segue firme rumo ao tricampeonato. A aposta é que equipe vá repetir os resultados de 2008 e 2012 e, assim, ganhar o terceiro ouro olímpico.

Quatro atletas da seleção participaram das partidas em Londres e Pequim: Sheilla Castro, Thaísa Menezes, Fabiana Claudino e Jaqueline Carvalho. O novo destaque é Natália Pereira. Até agora, ela é a segunda maior pontuadora da equipe nos Jogos. Só perde para Sheilla, mas que detém apenas um ponto a mais que Natália no torneio.

Na areia, as duplas Agatha Rippel e Bárbara Seixas e Talita Rocha e Larissa França já estão na semifinal. Elas tentam repetir a final olímpica de 1996, quando o vôlei de praia estreou na Olimpíada. Duas duplas brasileiras protagonizaram a partida, com Jacqueline Silva e Sandra Pires batendo Adriana Samuel e Mônica Rodrigues. Historicamente, as mulheres conquistaram resultados melhores que os homens nessa modalidade.

Entre os homens, no vôlei de praia, Alisson Cerutti e Bruno Schimidt venceram a dupla americana Phil Dalhausser e Nicholas Lucena, por 2 sets a 1, superando o vendo forte na praia de Copacabana. Vão enfrentar, na semifinal, os holandeses Robert Meeusem e Alexander Brouwer.

A outra dupla brasileira, formada por Pedro Solberg e Evandro Gonçalves, foi eliminada pelos russos Nikita Liamin e Dmitri Barsuk, em fase anterior.

Um dos principais ingredientes para o desempenho do vôlei brasileiro é o centro de desenvolvimento em Saquarema, na região dos Lagos Fluminenses. No local, são treinados homens e mulheres, além das categorias de base, tanto de quadra como de praia. O local conta com quadras, refeitório, alojamento e escola. Por ano, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) gasta quase meio milhão de reais em manutenção. Entre viagens, treinamentos e salários, os gastos com as seleções ultrapassam a cifra de R$ 23 milhões por ano.

Depois de ser vice-campeã da Liga Mundial neste ano, perdendo para a Sérvia na final, a seleção masculina passa por um caminho mais tortuoso na competição. Primeiro porque o vôlei entre os homens está mais equilibrado. Na Liga Mundial, seis países ganharam a competição entre 2008 e 2016: Estados Unidos, Brasil, Rússia, Polônia, França e Sérvia. “Maior prova de equilíbrio não há”, diz Tales Torraga, jornalista e autor do livro “Brasil, o país do vôlei”. Entre as mulheres, nesses oito anos, só Brasil e Estados Unidos venceram o Grand Prix, o campeonato mundial anual feminino.

Mas há ainda outros fatores que reduzem o favoritismo da seleção masculina. Os cortes de Murilo Endres, que era o capitão, e Maurício Souza, por lesão, deixaram o time mais jovem. Sem Murilo, a equipe brasileira tem como principais destaques o central Lucão, o levantador Bruninho e o líbero Serginho, que deve se aposentar da seleção depois dos Jogos. Tales Torraga também aponta o mau rendimento no saque e no passe, que têm dificultado o jogo brasileiro contra os principais adversários.

A expectativa é que a CBV feche o ano com R$ 108 milhões em receita, 15% a menos que em 2015. A redução do orçamento, garante a confederação, não afetou a preparação olímpica das seleções.

Cerca de 66% do orçamento da entidade vêm do patrocínio do Banco do Brasil. A outra parte é dividida entre recursos do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), além de fornecedores de material e equipamentos esportivos.

 

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