Viver o evangelho e estar preparados para a vida eterna

O Velho Bêbado!

 

Maxwell
Carlos era um sujeito de meia idade, bem sucedido, esposa e uma filha, criança ainda. Todo domingo reunião para o churrasco, irmãos, cunhadas, amigos!
No sábado encontrou um amigo.

– E aí Carlos? Tudo bem? Churrasquinho amanhã com o velho?

– Não, não. Não vejo meu pai há muitos anos. Depois que eu e meus irmãos tomamos outros rumos ele ficou sozinho com nossa mãe e começou e beber. A última vez que nos vimos foi no enterro da mãe. Depois disso passou a beber mais ainda.

– Mas porque começou a beber?

– Sei lá, problemas dele certamente. Nos afastamos, foi melhor assim.

Humm! Abandono e solidão talvez, disse o amigo e se foi.

Carlos ficou com aquilo martelando o resto do dia. Na noite pouco dormiu, enquanto a memória passeava pela infância.

A primeira bicicleta, os tombos, o incentivo do pai, o colo tão seguro, as canções de ninar………

Amanhecendo o dia saltou da cama. Deixou um bilhete: “Avise a turma para não começar nada antes que eu volte”. Pegou o carro e saiu.

Bateu na casa do pai.

– Ué? Você por aqui e tão cedo? Há quanto tempo. Aconteceu alguma coisa?

– Não pai, apenas vim te dar um abraço. Hoje é Dia dos Pais e te convidar prá ir lá em casa. O pessoal está lá reunido esperando que eu volte.

O velho não aceitou o convite. Disse que preferia ficar sozinho em casa, mas o filho insistiu.

– Vamos lá! Ao menos para conhecer tua neta! Já fez 8 anos!

Para conhecer a neta o velho aceitou e lá se foi, com um álbum de fotografias numa pasta amarelada pelo tempo.

De volta em casa, Carlos apresenta a surpresa.

– Pessoal, olha o pai! Veio passar o domingo conosco!

Na correria veio a neta. O velho parou na frente dela, olhou bem, marejou os olhos e disse: Já volto.

Foi no carro e voltou com o álbum de fotografias. Abriu e mostrou uma foto para a neta.

– Mãe! Olha só! Ele tem uma foto minha! E bem velha.

O velho sorriu.

– Não é você querida. É minha mãe, sua bisavó quando tinha sua idade!

Aquela fotografia, as outras, as histórias, trouxeram de volta o passado, algo que faltava para completar aquela família.

– Pai! A churrasqueira te espera, hoje é contigo, você era bom nisso, lembro bem!

– Não, vá outro, não tenho mais prática.

Na insistência de todos o velho foi.

Domingo de festa, reunião de família e o velho acabou de churrasqueiro da família.

– Pessoal! Semana que vem é lá em casa. Quem vai buscar o pai?

E a bebida? Bem, perdeu seu espaço, porque aquele coração não precisava mais dela para se aquecer. Tinha o calor da família.

 

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