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Outros dois ministros do STF foram investigados pelo MPF

 


By Rafael Bruza on 25 de agosto de 2016 Manchete
Existe um racha dentro do Ministério Público Federal que foi ampliado com o vazamento da informação sobre o ministro Dias Toffoli, segundo coluna de Mônica Bergamo, e

Informação – Rafael Bruza * com informações da Folha de S. Paulo

Os ministros do STF, Roberto Barroso, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello / Foto – Reprodução (Antônio Cruz/ Agência Brasil)

Os ministros do STF, Roberto Barroso, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello / Foto – Reprodução (Antônio Cruz/ Agência Brasil)

O Governo interino de Michel Temer tem informações de que procuradores tentaram investigar assessores e familiares de outros dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além do ministro Dias Toffoli, segundo coluna da jornalista Mônica Bergamo publicada no jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (25). A publicação não cita o nome dos ministros que supostamente foram investigados.

O Governo interino acompanha de perto a situação de crise entre o Ministério Público Federal (MPF) e o STF criada após reportagem da revista Veja sobre uma suposta citação do ministro do STF, Dias Toffoli, nas tratativas de delação premiada de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS e condenado a 16 anos e 4 meses de prisão no âmbito da Operação Lava a Jato.

O ministro do STF, Gilmar Mendes, fez duras críticas a procuradores da República na segunda-feira (22) e os acusou de serem responsáveis pelo vazamento da informação sobre Dias Toffoli à revista Veja.

O Governo interino também está consciente da existência de um “racha” dentro do Ministério Público Federal que divide os procuradores da República entre um grupo próximo do procurador-geral, Rodrigo Janot, de outro responsável pela Operação Lava a Jato em Curitiba.

A coluna da Folha de S. Paulo indica que as divisões entre esses dois grupos são antigas e “já tiveram momentos até mais críticos”. Mas também ressalta que a divergência entre os procuradores próximos a Rodrigo Janot e os responsáveis pela Operação Lava a Jato cresceram após vazamento da informação de que o ministro do STF, Dias Toffoli, aparecia nas tratativas de delação premiada da empreiteira OAS.

O grupo de procuradores próximo a Rodrigo Janot era contra a inclusão do nome do ministro Dias Toffoli no acordo de delação premiada, pois as informações preliminares oferecidas pela empreiteira OAS não indicavam existência de crime. Segundo a revista, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, enviou uma equipe de técnicos para analisar uma infiltração em sua casa, em Brasília, e também indicou uma empresa especializada para consertar o problema. A reforma foi paga pelo próprio ministro.

Nos bastidores, há suspeitas de que o grupo de procuradores da República responsável pela Operação Lava a Jato fez o vazamento após a exclusão do nome de Toffoli da delação premiada. Nessa hipótese, o vazamento supostamente foi feito porque os procuradores não podiam investigar o ministro, que tem foro privilegiado, e a divulgação da informação de que Léo Pinheiro iria citar Dias Toffoli poderia favorecer a delação.

Ou seja, o grupo de procuradores próximo a Janot não queria a inclusão de Toffoli na delação premiada, mas os responsáveis pela Operação Lava a Jato querem investigar o ministro.

Janot também trabalha com a possibilidade de que a própria empreiteira tenha divulgado dados para incentivar a delação premiada e reduzir a pena de investigados.

A coluna conclui dizendo que o ministro Gilmar Mendes citou o fato de que procuradores do Paraná ligados à Operação Lava a Jato chegaram a escrever um artigo atacando Toffoli. Isso é visto pelo ministro como outro sinal de que os procuradores fizeram o vazamento contra o Toffoli.

FONTE:
Independente

 

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